Poemas Góticos

Lágrimas depressivas


É assim todo o dia
O sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia


Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas...
Lágrimas desperdiçadas...
Tentando aliviar meu martírio


E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa tortura
Ser seguida por essa amargura
Até já tentei suicídio


Minha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria


Lágrimas...
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas...


Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar


Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Só trouxe minha crucificação
Mas isso não me abateu


Pois, assim como eu
Nesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu...


Nessa imortal depressão















Deusa 

"Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, 
Dançando com os espíritos no ar, 
Além do círculo luminoso da vida, 
Nas árvores desenhadas no céu luminoso. 
Deusa da noite que me ilumina, 
Tome conta de nossos dias, 
Permaneça ao meu lado. 
Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da Terra 
E dos círculos de pedra, 
Que meu olhar seja direto e minha mão firme, 
Sem medo de enfrentar meu próprio reflexo. 
Abrace os mortos, 
Fique ao seu lado, 
Tome conta de nossos dias, 
É o fim. 
Não temas! 
Sinta as sombras no seu coração, 
††††††††††††††††††††††††††††††††




















--††-Na noite sou livre-††--
No vazio de toda noite
Me sinto tão livre, tão liberta
Não preciso mais daquela foice
Agora estou com a mente aberta.

A lua em silêncio me observa
A brisa leve toca meu rosto
Esse é o paraíso que me reserva
A parte de minha vida que tenho gosto.

É nesse maravilhoso momento do dia
Que desperto meu ser escondido
Me livro de toda melancolia
E me entrego ao sentimento proibido.

Quando o dia volta a raiar
Começo de novo a ver rostos
Rostos que gostam de enganar
Com suas falsidades e injúrias que dão desgosto.

Por isso prefiro a noite perambular
Pois assim não haverão rostos com os quais odiar.



















Lágrimas depressivas

É assim todo o dia
O sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia
Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas…
Lágrimas desperdiçadas…
Tentando aliviar meu martírio
E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa tortura
Ser seguida por essa amargura
Até já tentei suicídio
Minha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria
Lágrimas…
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas…
Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar
Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Só trouxe minha crucificação
Mas isso não me abateu
Pois, assim como eu
Nesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu…
Nessa imortal depressão

Poema gotico





Sono


Vida,
Tediosa existência,
Incessante movimentação,
Eterna dúvida,
Maior dos mistérios

O que senão o sono,
O inibidor dos sentidos,
Para nos desprender daqui,
Oh, sofrido mundo!
O sono é a morte dos que ainda vivem

Para os que dele retornam,
Resta apenas serem tolos
E procurarem a felicidade
Ou serem sábios
E procurarem evitar a dor
Ciclo vicioso, degradante, tedioso

O que senão o sono eterno,
O finalizador dos sentidos,
Para nos tirar daqui,
Oh, sofrido mundo!
A morte é o sono dos que não vivem

Os que para ela foram,
Aqui não mais retornarão
Resta-lhes o nada,
Fazer nada,
Não serem, pois nada são
Nada é!
Não há ciclo
Apenas a degradação completa

Insistentes,
As artes preencherão o vazio de tuas almas
Pobres almas...
Destroçadas pela vida
O sono, 
O analgésico para a dor da vida